Navegação 3D touchless para tumores renais complexos

O Dr. Gonzalo Vitagliano realizou uma nefrectomia parcial laparoscópica, dispensando a ecografia intraoperatória, graças ao planejamento cirúrgico 3D. Adicionalmente, implementou a nova tecnologia de navegação touchless durante a cirurgia, para manipular a reconstrução 3D 360º e localizar com maior precisão o tumor.
O paciente de 42 anos procura atendimento por um quadro de cólica renal em consequência de uma litíase renal do lado esquerdo. O especialista decide realizar uma ureteroscopia, removendo a litíase e colocando um cateter duplo J.
Durante o diagnóstico da litíase (no ureter esquerdo), encontra-se um incidentaloma, ou seja, um tumor renal completamente endofítico. O diâmetro desse tumor era de 18 mm, e o seu RENAL score (8p), tal como se pode ver nas imagens de tomografia.
Dadas as condições do paciente, decidiu-se deixar o cateter e programar uma nefrectomia parcial laparoscópica.
Como foi a abordagem cirúrgica com o biomodelo?
Não se contou com ecografia intraoperatória, e sim se utilizou o biomodelo 3D para localizar com exatidão a lesão. Para isso, realizou-se, antes da cirurgia, uma medição sobre o modelo físico 3D, para depois encontrar sem complicações o tumor na sala cirúrgica.
Utilizou-se a nova tecnologia de navegação 3D touchless: RESULTADOS E BENEFÍCIOS
Para esta cirurgia implementou-se a nova tecnologia de navegação 3D touchless, que permite manipular sem contato o biomodelo virtual e explorar cada detalhe da anatomia do paciente em tempo real. Como resultado:
O paciente evoluiu perfeitamente.
O tempo de isquemia foi de 20 minutos.
Dada a boa recuperação, o paciente recebeu alta após 48 horas.
A implementação desta tecnologia permite que o cirurgião controle completamente a informação da anatomia do paciente e a reconstrução 3D sem demandar a assistência de outro profissional. O cirurgião tem controle absoluto da navegação cirúrgica em tempo real e em primeira pessoa.
“O cirurgião tem total controle da navegação e da imagem para se assistir na cirurgia sem ajuda externa. Pode manipular o modelo 3D digital sem se contaminar. O risco de contaminação que implicava contar com algum elemento externo desaparece”, concluiu o Dr. Vitagliano sobre a sua experiência com esta nova tecnologia.